sábado, 10 de novembro de 2012

Esclerose Múltipla

Olá Pessoal hoje vou falar um pouco sobre a Esclerose Múltipla e a Abordagem Fisioterapêutica nesta patologia! Deixem suas dúvidas e sugestões! Beijos

A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante, de etiologia desconhecida e com característica auto-imune.
Fisiopatologia: Os anticorpos invadem o SNC e destroem os oligodendrócitos e a bainha de mielina levando assim a desmielinização, ou seja, a propagação do estímulo elétrico fica diminuída ou ausente; Com o tempo ocorre a remielinização que poderá ser total ou parcial.
Definição:
Esclerose: cicatrização do tecido na área de desmielinização
Múltipla: várias áreas são afetadas

A Esclerose Múltipla na maioria das vezes se caracteriza por Surtos e Remissões, ou seja, o termo Surto traduz o período no qual ocorre a desmielinização e então aparece alguma alteração neurológica; O termo Remissão traduz o período na qual ocorre a formação da bainha de mielina, ou seja, melhora o sinal neurológico.
Quase sempre a remielinização não é completa e no local podem ocorrer a formação de placas de esclerose o que impede a propagação do estímulo elétrico;

Classificação:
Remitente- Recorrente
O paciente tem um surto, melhora e volta ao normal, a remissão é total.

Progressiva com Surto
A cada novo surto o paciente vai ficando com uma sequela, a remissão não é completa.

Secundariamente Progressiva
Primeiramente ocorrem os surtos, paciente estabilizava-se e voltava ao normal de repente ocorre uma nova piora grande no quadro e o paciente não volta mais ao normal.No início o paciente apresenta o tipo Remitente-  Recorrente e depois torna-se Progressiva com Surto.

Primariamente Progressiva
Paciente não sabe quando ele tem surto e o quadro só piora com o passar dos anos; (Esse é o tipo clínico mais grave da patologia).

Variedade dos Sintomas:
Os sintomas são variados, paciente poderá apresentar alterações do tipo:

  • Motora
  • Sensoriais
  • Visuais
  • Vesicais/Intestinais
  • Sexuais 
  • Cognitivos e emocionais

Critérios Diagnósticos para Esclerose Múltipla
1° Apresentar no mínimo dois focos de dismielinização
2° Apresentar um espaço de pelo menos um mês entre um surto e outro.
3° O surto deve durar pelo menos 24hs
4° Exames laboratoriais que confirmem a ação dos anticorpos contra a ação do SNC;
Dentre os critérios diagnósticos é colocado que o surto deve durar pelo menos 24 hs para que seja diferenciado de um quadro de fadiga. A fadiga na Esclerose Múltipla relaciona-se com a dificuldade na sua propagação do estímulo elétrico, mas se o paciente descansar ela tende a diminuir e portanto, não está relacionado á dismielinização.

Sinais e Sintomas

Alterações Visuais: diplopia/ visão dupla
Disartria/ Disfagia
Paresia/plegia de áreas corporais
Incoordenação motora
Parestesias/ perdas sensoriais
Incontinência urinária/ Fecal

Etiologia

Acomete geralmente adultos jovens: entre os 20 e os 40 anos de idade, raro abaixo dos 15 ou acima dos 50 anos.
Mulheres são mais acometidas

A causa como já citei anteriormente é desconhecida porem, existem algumas teorias:
- Ataque Viral
- Reação auto-imune
-Combinação dos fatores (ataque viral e reação auto-imune)

Alguns Objetivos da Fisioterapia

  • Minimizar as limitações impostas pela doença
  • Melhorar a força muscular e o condicionamento fisíco
  • Reduzir a fadiga muscular 
  • Maximizar a capacidade funcional
  • Orientar o paciente e os seus familiares
  • Melhorar a qualidade de vida evitando complicações debilitantes









domingo, 11 de dezembro de 2011

Afasia de Condução e Afasia Global

Na afasia de Condução, a compreensão está relativamente preservada e a fala é fluente e espontânea. Existe, entretanto, incapacidade de repetir palavras corretamente.

Já a Afasia Global é a perda de todas as capacidades de linguagem : compreensão, fala, leitura e escrita, sendo causada geralmente por um infarto completo no território da artéria cerebral média esquerda; os pacientes, sendo assim,também apresentam geralmente hemiplegia direita (total perda de força do lado direito do corpo), além, de demência associada; o prognóstico é mais reservado.

Afasia de Wernicke

Caracteriza- se por dificuldade na compreensão da linguagem, a fala é fluente e faz pouco sentido. Essa síndrome é também denominada como afasia fluente, de recepção  ou sensorial. Diferente dos pacientes com afasia de Broca, os pacientes com essa síndrome começam a  falar espontaneamente, embora de modo vago, fugindo do objetivo da conversa.
Pode existir parafasias, isto é, uma palavra substituindo a outra, como chamar uma colher de garfo (parafasia bilateral) ou um som substituindo o outro, como chamar uma colher de mulher (parafasia  verbal); geralmente não apresentam fraqueza associada, os pacientes não se dão conta do seu déficit e a recuperação é mais difícil.

Afasia de Broca

Caracteriza-se por grande dificuldade em falar, porém, a compreensão da linguagem encontra-se preservada. Essa síndrome é também dita como afasia não-fluente de expressão ou motora: os pacientes conseguem executar normalmente a leitura silenciosa, mas a escrita está comprometida. Esses pacientes possuem, ainda, fraqueza na hemiface do membro superior direito (devido a proximidade das áreas afetadas pelo distúrbio circulatório). Os pacientes tem consciência do seu déficit e se deprimem com facilidade (frustração). Entretanto, o prognóstico é bom quanto a recuperação de parte da linguagem falada, embora sejam necessários meses para a realização de uma fala simples, abreviada, ainda que não fluente.

Distúrbios de Linguagem

AFASIA
A afasia é por si só a perda da capacidade e das habilidades de linguagem falada e escrita.
A comunicação pela linguagem falada é peculiar aos seres humanos, sendo diferencialmente localizada no hemisfério esquerdo e se correlacionando com assimetrias anatômicas (lobos frontal e temporal).
A afasia é um sintoma comum na neurologia clínica, muitas vezes como consequência de um acidente vascular cerebral cuja localização geralmente se dá junto a artéria cerebral média esquerda ou nos ramos junto á região do cérebro responsável pela linguagem. Outras podem ser causadas por infecções e manifestações degenerativas locais comprometendo a área especificada.
Existem peculiaridades que diferenciam as afasias e proporcionam ao médico uma determinação da topografia da região afetada, independente da causa.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Manobra de Barré Membros Inferiores

Visa confirmar o déficit motor dos músculos flexores da perna sobre a coxa (flexores do joelho).
O paciente deita em D.V, realiza uma flexão das pernas, num ângulo de 90° e lhe é solicitado que mantenha a posição por 2 min.O teste será positivo quando a perna começar a oscilar ou cair (imediata ou progressivamente), evidenciando o déficit distal.


Manobra de Mingazzini para Membros Superiores

A manobra de Mingazzini verifica déficit motor da musculatura dos MMSS.
O paciente na posição sentada ou em pé, estende os MMSS, afasta os dedos, com a mão pronada lhe é solicitado que mantenha a posição por 2 min. O teste será positivo se houver um membro parético que oscilará e abaixará de forma lenta e progressiva.